Câmara abre “bordel municipal”

camara

A ideia pretende profissionalizar as prostitutas e dar-lhes melhores condições de trabalho, independentes da existência e da influência de proxenetas. Trata-se da criação de um “bordel municipal”, com 14 vitrines, que não contará com funcionários públicos na sua estrutura e na gestão, mas antes deverá ter profissionais do sexo a gerir o negócio num país que, recorde-se, tem a profissão legalizada desde 2000.

Esta iniciativa está em marcha no célebre bairro vermelho – conhecido na sua expressão inglesa como Red Light District – da cidade holandesa.

“Estamos a testar um novo modelo”, afirma uma das responsáveis do Conselho de Administração da fundação My Red Light, e que vai tutelar esta nova estrutura. Marieke de Ridder gere, então, esta rede pioneira de trabalhadoras do sexo independentes daquele país.

“Tudo neste projeto, desde os estatutos até à decoração dos quartos, foi imaginado por estas mulheres”, declarou uma das prostitutas ao jornal britânico The Guardian, esperando que a fundação possa “oferecer espaços de trabalho agradáveis, onde as trabalhadoras do sexo possam sentir que são bem-vindas”. Também em cima da mesa está a garantia de que lhes caberá a elas a fixação dos preços e dos seus próprios horários de trabalho.

Comentar

Comentários