Lembra-se do calendário polémico com as assistentes de bordo da Ryanair?

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Ryanair lançou, em 2008, a iniciativa de criar calendários com fotografias de 12 assistentes de bordo da companhia aérea, uma ideia sugerida pelo staffpara que o valor das vendas revertesse para caridade.

A primeira edição apresentava mulheres em biquínis reduzidos no interior do avião e na pista – com uma delas a posar no cockpit e uma outra com uma esponja de sabão numa pista de descolagem. Nas últimas duas edições, o «estúdio» de fotografia passou a ser outro, a praia – as últimas sessões fotográficas ocorreram em Creta, na Grécia, e no Chipre.

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No entanto, a iniciativa gerou bastante polémica, tendo sido chamada de «sexista». Em 2011,  Advertising Standards Authority – autoridade que regula a publicidade no Reino Unido – considerou que as imagens usadas para publicitar o calendário do ano seguinte eram «degradantes». Milhares de pessoas chegaram mesmo a assinar uma petição online contra os anúncios, petição essa iniciada por uma assistente de bordo que não gostou do que viu. Os anúncios foram depois retirados.

Apesar das críticas, a Ryanair continuou a fazer os calendários com as assistentes de bordo em poses sensuais. «Não há nada degradante sobre o facto de o nosso staff se voluntariar para juntar dinheiro para instituições de caridade, como a UK Teenage Cancer Trust», disse, na altura, o porta-voz Robin Kiely ao MailOnline Travel. «Os nossos calendários de caridade entregam mais de 100 mil libras todos os anos, e por isso pretendemos continuar a apoiar a nossa tripulação, que gosta do resultado e que quer que continuemos a produzir este tipo de material», acrescentou.

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Em 2014, Michael O’Leary, CEO da Ryanair, anunciou que, no ano seguinte, não haveria calendário. «Acho que foi uma ótima ideia do pessoal de cabine», afirmou Michael O’Leary. «Gerou enormes quantias de dinheiro para caridade e, por isso, vamos tentar fazer de tudo para substituí-lo por algo igualmente bom ou bem sucedido».

Em 2016, foi apresentado um novo calendário, desta vez bem mais discreto, que incluía tripulação feminina e masculina vestida com a farda da companhia aérea.

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